Você não encontrará Puerto Suárez na maioria das listas de desejos. Situa-se no extremo leste da Bolívia, um posto avançado pantanoso às margens do Lago Cáceres. Do outro lado da fronteira com Corumbá, no Brasil, parece estar a mundos de distância das rotas turísticas. A cidade está ligada ao rio Paraguai pelo Canal Tamengo, hidrovia que define sua existência.

Este nem sempre foi um centro de trânsito. Antigamente era um porto isolado. Os comerciantes transportavam borracha e café por aqui. Então, o final do século 20 mudou tudo. Um gasoduto de gás natural ligava Santa Cruz à fronteira brasileira. De repente, este local remoto tinha energia. Também fica na linha férrea entre Corumbá e Santa Cruz. Você pode voar para Santa Cruz e depois seguir 350 milhas para leste. São cerca de 565 quilômetros de viagem.

As usinas petroquímicas e de energia agora dominam o horizonte. Eles fornecem empregos estáveis. As reservas próximas de minério de ferro e manganês aumentam o peso industrial. A população reflete esse crescimento. Em 2001, contava com 11.594 pessoas. Pela contagem preliminar de 2010, havia aumentado para 12.200.

“Puerto Suárez é uma cidade definida pelo que flui por ela: gás, minério e água do rio”.

Para os viajantes, isso significa uma coisa. Não é um local de férias. É um nó logístico. Se você está planejando uma viagem para a região, passa por aqui. Ou você trabalha aqui. A paisagem está molhada. O ar cheira a indústria e terra úmida. É prático. É real. E está crescendo mais rápido do que os mapas conseguem acompanhar.