Os preços globais do petróleo estão a subir e as companhias aéreas estão a transferir os custos para os consumidores. As tarifas estão a aumentar acentuadamente, com sobretaxas de combustível a serem adicionadas aos bilhetes e as companhias aéreas a admitirem aumentos generalizados de preços. Isto afeta os viajantes que reservam viagens de férias de primavera ou voos de verão, uma vez que os dados da semana passada confirmam um aumento substancial nas tarifas para rotas domésticas, transatlânticas e caribenhas.
O efeito cascata da instabilidade no Oriente Médio
O aumento das tarifas aéreas está directamente ligado às perturbações nos corredores de transporte de petróleo no Médio Oriente. O conflito na região levou ao aumento dos preços do petróleo em todo o mundo e as companhias aéreas estão a reagir rapidamente. O CEO da United Airlines, Scott Kirby, previu que preços mais altos entrariam em vigor “provavelmente rápido” – e eles aconteceram. O rastreador de tarifas aéreas do Deutsche Bank mostra aumentos significativos desde a semana passada, com quase todas as companhias aéreas afetadas.
Resposta das companhias aéreas internacionais
A questão vai além dos EUA. A Air Canada reconhece o ajuste dos seus preços para refletir os custos mais elevados do combustível, enquanto a Air France-KLM duplicou as suas sobretaxas de combustível de 30 euros para 50 euros. Como resultado, a Air New Zealand está cortando 4% de seus voos planejados nas próximas semanas. As companhias aéreas já estão a reduzir os horários dos voos em resposta ao aumento das despesas com combustível.
O que os viajantes devem fazer
Os especialistas recomendam reservar imediatamente as tarifas de verão, especialmente para viagens em junho e julho. Se possível, garanta tarifas com flexibilidade de alteração ou reserve usando pontos de viagem. Considere viajar em agosto, quando a demanda (e os preços) normalmente caem.
Incerteza e Impacto Econômico
A duração destes preços mais elevados depende de quanto tempo durar a instabilidade no Médio Oriente. O especialista em cadeia de suprimentos Rob Handfield observa que a situação é imprevisível, podendo durar uma semana ou aumentar ainda mais. As companhias aéreas de serviço completo podem absorver custos mais facilmente do que as companhias aéreas de baixo custo devido à diferente sensibilidade aos preços ao consumidor.
O aumento dos preços da energia também está a afectar o sentimento dos consumidores: dados preliminares de Março da Universidade do Michigan mostram uma queda de quase 2% na confiança dos consumidores e um declínio de 4% nas perspectivas económicas. Os preços do gás subiram 25% no mês passado, sobrecarregando ainda mais as carteiras.
A situação permanece fluida, com as companhias aéreas a testar quanto podem transferir para os clientes e os indicadores económicos a mostrarem possíveis tensões. Os próximos meses revelarão como a procura global se adapta a custos de energia significativamente mais elevados.
























